quinta-feira, 13 de maio de 2010

Um novo relato antigo II [Um talvez-começo de livro]

Pânico. Meu coração bate mais forte. Nada parece me fazer consolo, e a presença de outros doem como um espinho na pele macia. Dentro do meu corpo eu não sei bem o que se passa. Parece que algo está sempre a mover-se e a trocar as ideias de lugar, trocar meus ângulos de visão.
Para cada evento social ocorrido comigo, existem algum outro tempo de reflexão sobre o ocorrido. Sinto que as vezes lembro demasiadamente das situações sociais que vivo todos os dias. Em mim mora uma dúvida que diz: será que as outras pessoas também sofrem com este tipo do comportamento? Por vezes eu mesma encontro a resposta através das conversas com outros seres de minha espécie. Alguns já relataram  a existência de preocupações semelhantes.
Saber que essa dor é comum não me traz alívio algum. Gostaria de tomar consciência do meu próprio ser ao longo de minha vida, saber quem realmente eu sou. Este vem sendo um trabalho muito pesado e que me suga todo o tempo acordada e dormindo. E mesmo com tamanho empenho sinto por vezes que não sei quem eu sou. Certos momentos de minha estada neste planeta mostram-me que eu não sei de maneira alguma quem eu realmente sou. Fui um pouco confusa no último período, deixem-me explicar novamente: em alguns momentos eu sinto que não sei bem quem eu sou, perco o contato com meu EU  por alguns momentos, não saberia descrever esta sensação fielmente. Lembra a sensação de quando se perde um ônibus adicionada da sensação de ter a missão de acordar muito cedo no dia seguinte. É isso, algo assim. […]
A reflexão que não me deixa em paz: “ Mas seria mesmo necessária a consciência de si ? Porventura existem respostas claras dentro deste assunto?”. Pensando sozinha cheguei a conclusões diferenciadas a cada momento. Existem horas nas quais eu consigo sentir a minha plenitude da vida, momentos onde não existem separações, sinto o amor. São raras e preciosas horas  .[...]

23/3/10

Um novo relato antigo

Hoje encontrei um manuscrito que fiz dia 04/06/2010, 15:30h no gramado de um lugar especial . Estava escrito em um papel quadriculado, uma letra em cada quadradinho:

"Divagar pelo nosso cérebro atrás de novas viagens ao abstrato pode se tornar em algo carregado de emoções fortes.
Aquelas emoções que nos fazem respirar diferente e até mesmo chorar ou rir sozinhos. 
A completa descoberta do como nosso prórprios pensamentos se metamorfoseiam, 
                                                                                              sofrem metamorfose,   
-(e chegam a lugares memoriais com respostas surpreendentes)- não foi por nós ainda alcançada.
Creio que tal prêmio possua menos mérito em vistas do que seria o prazer proporcionado por uma plena integração social."


Moral: Ficar sozinho com seus pensamentos podia não ser muito gratificante quanto dividi-los com outras pessoas.  Talvez eu estivesse pensando isto naquela tarde. Deve ter sido culpa do sol. 


PS:   di.va.gar intransitivo

  1. Voar nos pensamentos.